quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Limite da Propriedade da Terra no Brasil

A ocupação indiscriminada do solo brasileiro, a grilagem das terras indígenas e concentração de terras, ocorrem no País desde o período colonial, através das Capitanias Hereditárias, do Sistema de Sesmarias, era doadas pela Coroa Portuguesa grandes extensão de terras para pessoas abastadas. Durante o Período Regencial, por meio das Cartas Régias tentou-se em vão limitar o tamanho da propriedade. No final do século XVIII, com a expansão das atividades econômicas no campo, ocorre à estratificação da propriedade sesmeira, o fortalecimento do monopólio de terra e da aristocracia rural brasileira.

Percebe-se, que as políticas de ocupação do território brasileiro, adotadas por Portugal desde o início da ocupação do Brasil, foram excludentes, deixando claro que a terra e as riquezas produzidas no país não estavam ao alcance de todos. Esse modelo de ocupação foi responsável pela dizimação dos povos indígenas, pelos impactos ambientais sobre os biomas e a concentração fundiária que se configura até os dias atuais.

Sob a égide da Lei de Terras, surgem nas primeiras décadas do século XX as oligarquias agrárias, detentoras de grandes propriedades e do poder político local, regional e nacional. As normativas desta Lei perduram no Brasil até 1964, quando o governo militar cria o Estatuto da Terra, um Estatuto de “aparência”, usado para tão somente desarticular a luta pela terra das Ligas Camponesas, pois a reforma agrária prevista no Estatuto nunca foi implantada pelos militares. Sabe-se que a reforma agrária redistribuitiva, prevista no Estatuto da Terra, na Constituição Federal de 1988 e na Lei Agrária nº 8.629 de 1993, não ocorreu no Brasil porque, conforme explica Oliveira (2001) estudioso da questão agrária brasileira e matogrossense “as elites agrárias não têm permitido que o Estado implante qualquer política de Reforma Agrária no Brasil, apesar das tentativas de alguns governos, como as de João Goulart, que começara um processo de Reforma Agrária mas não teve tempo de executá-la, devido ao golpe militar em 1964.”

Em Mato Grosso, o processo de ocupação ocorreu da mesma forma como nos demais Estados brasileiros. Conforme explica Moreno (2007), “o território passou a ser ocupado internamente pelas classes agrárias e comerciais, que aspiravam ao poder político, o aparecimento dos coronéis oligárquicos é representado pelos usineiros do açúcar, pecuaristas e ervateiros que disputavam a hegemonia do poder político local”.

Posteriormente com “A Marcha para Oeste” incentivada por Getulio Vargas e o processo de ocupação em direção a Amazônia matogrossense na década de 1970, também incentivada pelos governos militares, Terras públicas e devolutas são vendidas indiscriminadamente a grandes colonizadoras e grupos econômicos que concentraram legalmente e ilegalmente milhões de hectares de terras.

Nesse contexto, ficou explícito o papel do Estado em legitimar o latifúndio e promover a mercantilização das terras públicas, vendendo-as a preços irrisórios a grupos econômicos nacionais e internacionais. A monopolização das terras nas mãos de poucos, vai contribuir para a exclusão de milhares de camponeses sem terra, para os conflitos nos espaços agrários do território matogrossense.

Entretanto, acreditava-se que o governo Lula realizaria a tão sonhada Reforma Agrária, mas infelizmente o sonho de milhões de trabalhadores rurais sem terra foi frustrado, acredita-se que o governo não mexeu na estrutura fundiária devido aos acordos firmados com as elites urbanas e agrárias, a oposição da bancada ruralista no Congresso Nacional, formada por representantes dos latifundiários e representantes do agronegócio, contrários à reforma agrária foi um grande entrave. Diferente de outros países como o Japão, Estados Unidos, Alemanha, Chile, Peru entre outros, o Brasil até hoje não conseguiu mexer na estrutura fundiária. O País se encontra na lista dos países com o maior índice de concentração fundiária do mundo. O Índice Gini em 2006 apontava o Brasil com uma concentração de 0, 872, este índice sinaliza uma estrutura agrária perversa.

Diante da magnitude do problema fundiário, da violência no campo, da luta pelo acesso a terra, das injustiças e da desigualdade social nos espaços agrários, o Plebiscito Popular pelo Limite da propriedade da Terra que está acontecendo no Brasil desde o dia 01 de setembro estendendo-se até o dia 07 é justificável. O plebiscito tem como principal objetivo: motivar a sociedade para refletir sobre o problema agrário brasileiro, a votação e participação do “abaixo assinado” que irá impulsionar a proposta de Emenda Constitucional que visa estabelecer efetivamente o limite para o tamanho da propriedade no Brasil.

Sabe-se que, acesso a terra significa para os milhões de pequenos camponeses sem terra a melhoria da qualidade de vida, o combate ao desemprego, à pobreza, a exclusão social, a segurança e a soberania alimentar brasileira. Dados do Censo Agropecuário de 2006 mostra a viabilidade produtiva da agricultura familiar que é responsável por 70% dos alimentos que chegam a mesa dos brasileiros. Portanto, limitar o tamanho da propriedade significa garantir o acesso a terra para mais de 4 milhões de agricultores sem terra, significa garantir o direito sagrado do aceso a terra.

“No começo a Terra era toda de Deus, que não deu documento, nem vendeu para ninguém, nem botou cercas. Agora o governo e os grandes pensam que são donos". (Lavradores brasileiros)



Profª. Ms. Serlene Ana De Carli

Professora Formadora da Educação do Campo Cefapro/pva

comunicação@limitedaterra.org.br

I Seminário Estadual de Tecnologia - Cefapro de Cáceres



Durante três dias os formadores da área de tecnologia educacional, gestores dos Cefapros, técnicos dos Lieds e professores,  reunidos no Cefapro de Cáceres para discutir, avaliar o uso das tecnologias nas práticas educativas e discutir a construção de uma rede de blogs e sites para interligar os Cefapros e as unidades escolares. Durante o evento, serão apresentados casos de sucesso, pelas escolas, na utilização de recursos da informação e comunicação. Iniciamos com a palestra Prof.º Ms. Edevamilton L. Oliveira (Coordenador de Formação em Tecnologia Educacional, da SUFP) - Palestra: “Navegando, tecendo e edificando a tecnologia educacional”. No período vespertino foram oferecidos mini-cursos com diversas temáticas relacionadas ao uso da tecnologia. 
Nos Dias 02 e 03 de setembro temos a presença do Prof. Alberto José da Costa Tornaghi “ Tecnologia” – Dr. em Engenharia de Sistemas pela Coppe/UFRJ analisando os casos de sucesso e palestrando, lembrando que este é o consultor do MEC para o Curso de Tecnologias na Educação(100h).

domingo, 15 de agosto de 2010

Formação Facilitadores dos LIEDs - Campo Verde

Realizamos no dia 13/08 no município de Campo Verde um encontro com os facilitadores dos LIEDs, juntamente com os coordenadores pedagógicos das escolas estaduais, com a finalidade de discutirmos sobre as atribuições dos mesmos nesses ambientes, Portaria 112/08, Orientativo Cefapro sobre o uso dos Laboratórios de Informática. A importância de criarmos os blogs da Escola para formação da nossa Rede(Escola/Cefapro/Coordenadoria de Tecnologia).

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

SEMIEDU

Professores,

As inscrições para o Seminário Educação 2010 da UFMT já estão abertas no site www.ie.ufmt.br/semiedu2010. Aos interessado em participar, submeter trabalho, ter um olhar atualizado das discussões educacionais, entrem no site e realizem a inscrição. O evento ocorre de 21 a 24/11 na UFMT.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Encontro de Gestores - 05 a 06 de Agosto

Nos dias 05 e 06 de agosto as equipes gestoras das Escolas Estaduais pertencentes ao Polo Cefapro/Primavera do Leste, representantes das secretárias municipais de educação,gestores das escolas municipais,formadores do Cefapro, estarão reunidos nas dependências da UNIC/Primavera, para discutir as seguintes temáticas:
05/08:
-Cefapro no processo de Formação Continuada - Mediadora: Prof.ª Márcia Lorenzzon
-A importância da Formação Continuada-"Projeto Sala do Educador - Mediadora: Prof.ª Zoraide Barbosa
- A importância do Projeto Sala do Gestor para o aprimoramento do relacionamento no cotidiano escolar e ainda como norteador nos estudos, debates e trocas de experiências-Mediadoras: Prof.ª Rosane Mastella, Silvana Estela, Telma
- A importância do apoio dos gestores frente ao uso de novas tecnologias pelos professores e alunos como uma ferramenta a mais no processo Ensino-Aprendizagem.
Mediadores: Assessoria Pedagógica Campo Verde, Glibiane Silva, Marilda Rudnick, Rosine Borges.
-O papel dos Gestores no desenvolvimento do Projeto Sala de Educacor e a importância da Formação Continuada Mediadores: Equipe gestora de Santo Antônio do Leste, Prof.º Dilson Thomaz, Adenilza Oliveria, Zoraide Barbosa.

06/08 - Abertura do Evento - Equipe Cefapro
- O papel dos gestores frente ás diversidades - Equipe Gestora de Paranatinga-Mediadores: Marcos Serlene e Josefina;
- Ánalise dos resultados da avialiação Institucional das Escolas Estaduais do Pólo Cefapro, Primavera do Leste e a melhoria do IDEB Estado de Mato Grosso. Qual a contribuição da Formação Continuada neste processo?
-Avaliação do evento;
-Reunião com as Assesssoras Pedagógicas e Equipe Gestora do CEFAPRO;