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sexta-feira, 20 de abril de 2012

“Formação para Formadores de Leitores para o Primeiro Ciclo”



As professoras formadoras Sílvia Cristina Fernandes Paiva[1] e Daniele da Costa Leão Santos[2], formadoras do CEFAPRO – Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica do Estado de Mato Grosso, no município de Primavera do Leste e responsáveis pela formação de professores formadores de leitores, deram início na terça-feira (03/04) ao curso “Formação para Formadores de Leitores para o Primeiro Ciclo” com  objetivo principal oportunizar construção de conhecimentos que levem estes profissionais a refletirem sobre uma prática de qualidade para o desenvolvimento do leitor literário.
 O curso iniciou no ano de 2011 e abriu nova turma no ano de 2012. Contou com a presença de vários professores, coordenadores e articuladores do primeiro ciclo das escolas da rede estadual do município de Primavera do Leste, Estado de Mato Grosso.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Declaração das Nações Unidas Sobre os Direitos dos Povos Indígenas

A Faculdade Indígena Intercultural, vinculada à Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT, lançou em parceria com a Editora Entrelinhas e as Nações Unidas(ONU)Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas em 13 de setembro de 2007, depois de 22 anos de discussão. O lançamento aconteceu no dia 06 de outubro, na abertura da Feira do Livro Indígena de Mato Grosso, na praça da República em Cuiabá.
A publicação, com tiragem de três mil exemplares, foi distribuída gratuítamente, com prioridade aos diversos povos indígenas de Mato Grosso. Também receberam a publicação a sociedade civil organizada, demais órgãos governamentais municipais e do Estado, além de bibliotecas públicas e escolares no Estado de Mato Grosso. 
Consideramos este documento de extrema importância para o Estado de Mato Grosso, onde hoje se localizam 71 Terras Indígenas (entre as homologadas, regularizadas, delimitadas,  identificadas ou em estudo) além de 9 povos indígenas isolados na sua região Norte. São milhares de índios nas aldeias e muitos mais integrados entre os não-índios em todo o nosso extenso território – com todos os benefícios e dificuldades que esta integração cultural proporciona.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A polêmica sobre a Língua Portuguesa

Há muita desinformação, má fé e preconceito na polêmica criada em torno do livro “Uma vida melhor”, da professora Heloísa Ramos. O livro faz parte do Programa Nacional do Livro Didático, do Ministério da Educação, e vem sendo massacrado por diversos jornalistas e outros moralistas, sob a acusação de que a obra orientaria professores a ensinarem o “português errado” a seus alunos, em detrimento do que consideram o “bom e correto” uso da língua.
Não vou analisar a obra, até porque não li o livro, como não o fizeram 90% dos que o criticam. Considero mais importante as discussões sobre língua portuguesa, que as noções fundamentais sobre o funcionamento da língua e o seu ensino sejam esclarecidas.
Em primeiro lugar, é preciso superar a visão distorcida, preconceituosa e anticientífica de que existe uma língua certa e elegante e outra errada e grosseira, como se a língua fosse algo semelhante a um código de etiqueta.
Já está muito bem esclarecido, por mais de 100 anos de pesquisa lingüística, que as línguas são fenômenos sociais dinâmicos e que toda e qualquer língua varia no tempo e no espaço. Isso é o que explica que a fala do brasileiro do século 21 seja muito diferente daquela dos primeiros portugueses que aqui desembarcaram, ou que os moradores de Belo Horizonte tenham hábitos lingüísticos distintos daqueles dos moradores dos morros do Rio de Janeiro, e assim por diante.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Limite da Propriedade da Terra no Brasil

A ocupação indiscriminada do solo brasileiro, a grilagem das terras indígenas e concentração de terras, ocorrem no País desde o período colonial, através das Capitanias Hereditárias, do Sistema de Sesmarias, era doadas pela Coroa Portuguesa grandes extensão de terras para pessoas abastadas. Durante o Período Regencial, por meio das Cartas Régias tentou-se em vão limitar o tamanho da propriedade. No final do século XVIII, com a expansão das atividades econômicas no campo, ocorre à estratificação da propriedade sesmeira, o fortalecimento do monopólio de terra e da aristocracia rural brasileira.

Percebe-se, que as políticas de ocupação do território brasileiro, adotadas por Portugal desde o início da ocupação do Brasil, foram excludentes, deixando claro que a terra e as riquezas produzidas no país não estavam ao alcance de todos. Esse modelo de ocupação foi responsável pela dizimação dos povos indígenas, pelos impactos ambientais sobre os biomas e a concentração fundiária que se configura até os dias atuais.

Sob a égide da Lei de Terras, surgem nas primeiras décadas do século XX as oligarquias agrárias, detentoras de grandes propriedades e do poder político local, regional e nacional. As normativas desta Lei perduram no Brasil até 1964, quando o governo militar cria o Estatuto da Terra, um Estatuto de “aparência”, usado para tão somente desarticular a luta pela terra das Ligas Camponesas, pois a reforma agrária prevista no Estatuto nunca foi implantada pelos militares. Sabe-se que a reforma agrária redistribuitiva, prevista no Estatuto da Terra, na Constituição Federal de 1988 e na Lei Agrária nº 8.629 de 1993, não ocorreu no Brasil porque, conforme explica Oliveira (2001) estudioso da questão agrária brasileira e matogrossense “as elites agrárias não têm permitido que o Estado implante qualquer política de Reforma Agrária no Brasil, apesar das tentativas de alguns governos, como as de João Goulart, que começara um processo de Reforma Agrária mas não teve tempo de executá-la, devido ao golpe militar em 1964.”

Em Mato Grosso, o processo de ocupação ocorreu da mesma forma como nos demais Estados brasileiros. Conforme explica Moreno (2007), “o território passou a ser ocupado internamente pelas classes agrárias e comerciais, que aspiravam ao poder político, o aparecimento dos coronéis oligárquicos é representado pelos usineiros do açúcar, pecuaristas e ervateiros que disputavam a hegemonia do poder político local”.

Posteriormente com “A Marcha para Oeste” incentivada por Getulio Vargas e o processo de ocupação em direção a Amazônia matogrossense na década de 1970, também incentivada pelos governos militares, Terras públicas e devolutas são vendidas indiscriminadamente a grandes colonizadoras e grupos econômicos que concentraram legalmente e ilegalmente milhões de hectares de terras.

Nesse contexto, ficou explícito o papel do Estado em legitimar o latifúndio e promover a mercantilização das terras públicas, vendendo-as a preços irrisórios a grupos econômicos nacionais e internacionais. A monopolização das terras nas mãos de poucos, vai contribuir para a exclusão de milhares de camponeses sem terra, para os conflitos nos espaços agrários do território matogrossense.

Entretanto, acreditava-se que o governo Lula realizaria a tão sonhada Reforma Agrária, mas infelizmente o sonho de milhões de trabalhadores rurais sem terra foi frustrado, acredita-se que o governo não mexeu na estrutura fundiária devido aos acordos firmados com as elites urbanas e agrárias, a oposição da bancada ruralista no Congresso Nacional, formada por representantes dos latifundiários e representantes do agronegócio, contrários à reforma agrária foi um grande entrave. Diferente de outros países como o Japão, Estados Unidos, Alemanha, Chile, Peru entre outros, o Brasil até hoje não conseguiu mexer na estrutura fundiária. O País se encontra na lista dos países com o maior índice de concentração fundiária do mundo. O Índice Gini em 2006 apontava o Brasil com uma concentração de 0, 872, este índice sinaliza uma estrutura agrária perversa.

Diante da magnitude do problema fundiário, da violência no campo, da luta pelo acesso a terra, das injustiças e da desigualdade social nos espaços agrários, o Plebiscito Popular pelo Limite da propriedade da Terra que está acontecendo no Brasil desde o dia 01 de setembro estendendo-se até o dia 07 é justificável. O plebiscito tem como principal objetivo: motivar a sociedade para refletir sobre o problema agrário brasileiro, a votação e participação do “abaixo assinado” que irá impulsionar a proposta de Emenda Constitucional que visa estabelecer efetivamente o limite para o tamanho da propriedade no Brasil.

Sabe-se que, acesso a terra significa para os milhões de pequenos camponeses sem terra a melhoria da qualidade de vida, o combate ao desemprego, à pobreza, a exclusão social, a segurança e a soberania alimentar brasileira. Dados do Censo Agropecuário de 2006 mostra a viabilidade produtiva da agricultura familiar que é responsável por 70% dos alimentos que chegam a mesa dos brasileiros. Portanto, limitar o tamanho da propriedade significa garantir o acesso a terra para mais de 4 milhões de agricultores sem terra, significa garantir o direito sagrado do aceso a terra.

“No começo a Terra era toda de Deus, que não deu documento, nem vendeu para ninguém, nem botou cercas. Agora o governo e os grandes pensam que são donos". (Lavradores brasileiros)



Profª. Ms. Serlene Ana De Carli

Professora Formadora da Educação do Campo Cefapro/pva

comunicação@limitedaterra.org.br

segunda-feira, 16 de março de 2009

A volta do velho professor


Em pleno século XX, um grande professor do século passado voltou à Terra e, chegando à sua cidade, ficou abismado com o que viu: as casas altíssimas, as ruas pretas, passando umas sobre as outras, com uma infinidade de máquinas andando em alta velocidade; o povo falava muitas palavras que o professor não conhecia
( poluição, avião, rádio, televisão...); os cabelos de uma pessoas pareciam com os do tempo das cavernas... e as roupas deixavam o professor ruborizado.
Muito surpreso e preocupado com a mudança, o professor visitou a cidade inteira e cada vez compreendia menos o que estava acontecendo. Na igreja, levou um susto com o padre, que não rezava mais em latim, com o órgão mudo e com um grupo cabeludo tocando uma música estranha. Visitando algumas famílias, espantou-se com o ritual depois do jantar: todos se reuniam durante horas para adorar um aparelho que mostrava imagens e emitia sons. O professor ficou impressionado com a capacidade de concentração de todos: ninguém falava uma palavra diante do aparelho.
Cada vez mais desanimado, foi vistar uma escola__ e, finalmente, sentiu um grande alívio, reencontrando a paz. Ali, tudo continuava como ele havia deixado: as carteiras uma atrás da outra, o professor falando, falando... e os alunos escutando, escutando, escutando...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Computador e Educação- uma ótima combinação
A educação como pilar do desenvolvimento humano busca constantemente novas formas de adaptação às novas realidades, o conhecimento está em renovação e evolução constante e a escola absorve essa nova realidade, que já vem carregada de conhecimento de todas as formas busca então, canalizar esses “saberes” e direcionar os alunos, utilizando de inúmeras ferramentas e uma das principais é o computador, que normalmente é usado como “artigo de luxo” muitas vezes intocável. Deve-se nessa perspectiva desmitificar e agregar profundamente essa ferramenta que por sua vez abre as portas do mundo para qualquer individuo e o faz mergulhar em uma infinidade de conhecimentos. Cabe então a nós educadores mediar a utilização consciente desse poderoso instrumento.
O espetacular projeto de união das tecnologias e a reprodução física do conteúdo aprendido, proporciona, dessa forma, ao aluno uma espetacular vivência, consequentemente, uma fixação real do aprendizado, expandindo a criatividade, produzindo conhecimento. Uma simples utilização de um editor de textos agregado a uma ferramenta de desenho, possibilita por parte do aluno um “mergulho” no conhecimento, alcançando a sonhada autonomia de pesquisador e possivelmente solucionador de problemas, além de permitir ao professor não mais somente entregar informações e sim ser o facilitador e mediador, no processo de construção e solução de variados problemas, incentivando a identificação, critica e superação de determinados eventos.

João Carlos M. Bressan Professor de Educação Física
Professor Formador do Cefapro de Primavera do Leste

terça-feira, 10 de março de 2009

Linguagem e Produção de Textos

Conceber a linguagem em toda a sua dimensão histórica e social implica compreendê-la como produto de um trabalho coletivo e histórico da experiência entre os homens.
É devido à natureza social e cultural da linguagem que suas regras sociais se originam na própria prática com a linguagem, pois se as decisões de escolha de quem produz a linguagem são reguladas pelo outro e pela força dos grupos sociais e do momento histórico.
Nessa perspectiva a linguagem não serve apenas para transmitir informações, mas é capaz de organizar e revelar a consciência e o pensamento e, devido ao seu caráter simbólico, a linguagem é capaz de representar o real.
O aluno deverá ter claro para quem ele fala e escreve, num lugar e momento determinados, o significado da linguagem emerge desta contextualização.
  • Diante de uma proposta de produção textual deve-se ter clareza a respeito de:
    - o que deseja dizer sobre o tema proposto, tendo em vista suas intenções (tese - argumentos; causa - conseqüência; fato - anterioridade; problema - solução; conflito - resolução; progressão argumentativa);
    - meio social a que se refere (quanto ao texto dissertativo, relacionar adequadamente a seleção e a ordenação dos argumentos com a tese);
    - seu interlocutor (identificar o interlocutor e o assunto sobre o qual se posiciona para estabelecer interlocução);
    - mecanismos de composição a ser utilizado (considerando as condições de produção, utilizar diferentes recursos resultantes de operações lingüísticas – escolha, ordenação, expansão, transformação);
    - qual a finalidade dessa produção.
  • Tendo claro esses elementos o texto será produzido com mais segurança, o que será decisivo para desenvolver-se um bom produtor de textos.
Texto elaborado pela Professora Formadora Àrea de Linguagem:

Marilda Da Silva Rudnick