segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Página da UNESCO

A UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura discute vários temas e há também a discussão de assuntos como Sexualidade,através do apoio e divulgação do Programa Saúde e Prevenção nas Escolas e também material para download sobre Bullying homofóbico, educação preventiva para DST/HIV/Aids e hepatites virais entre os povos indígenas do Vale do Javari, além de muitos outros materiais, que podem ser lidos e baixados do site.

Faça uma visita. clique aqui.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Blog sobre Prevenção ao Bullying e Cyberbullyng

                                                                    

Divulgando blog sobre prevenção ao bullying presencial e virtual em escolas públicas, acessem:  http://e-proinfo.mec.gov.br/eproinfo/blog/bullying

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Material I Encontro Regional dos Técnicos dos LIEDs

Nos links abaixo disponibilizamos os materiais utilizados na formação para os Técnicos dos LIEDs:

- Contatos Proinfo

-Manual de Instalação Linux 4.0 com Conteúdo MEC

-Manual Italc no Linux 4.0
                                                   
                                                       - Manual de Parametrização Linux 4.0

                                                       - Subsídios 2013

                                                       - Portaria 112/2008

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Portal e-unicamp


Agência FAPESP – A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lançou uma nova ferramenta educacional, o portal e-Unicamp, que já está operando experimentalmente.

O novo portal foi criado pelo Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais (GGTE), em conjunto com as pró-reitorias de Graduação e de Pós-Graduação. A proposta é estimular o uso de tecnologias na área de educação e incentivar o relacionamento entre docentes, alunos e a comunidade em geral.

O novo serviço começa com diversos vídeos, animações, simulações e ilustrações para apoiar as aulas de diversas disciplinas criadas por professores da universidade.

De acordo com a Unicamp, o novo portal foi desenvolvido para impulsionar o uso de tecnologias educacionais que permitem a criação de novos relacionamentos entre professores, estudantes e comunidade. O acesso aos materiais poderá ser feito de forma livre e sem custo. Não há necessidade de se inscrever nem de outras formalidades, mas é preciso observar e estar de acordo com as condições previstas nos termos de uso.

Paralelamente ao portal, o usuário pode empregar o ToolDo, um software livre que permite desenvolver conteúdo multimídia, organizado em aulas, tópicos e páginas. Suas funcionalidades são acessadas por meio da internet, sem a necessidade de instalar software específico. O software administra as etapas de editoração antes mesmo da publicação.

sábado, 27 de abril de 2013

ENCONTRO DE GESTORES PARA CONSTRUÇÃO DO PPP DAS ESCOLAS INDÍGENAS A' UWE UPTABI E KURÂ BAKAIRI

Nos dias 22/04 à 26/04/13, estiveram presente em Barra do Garças  vinte e três Escolas Estaduais Indígenas,cujo quatro dessas Escolas atendidas pelo Cefapro de Primavera  do Leste, Escola Estadual Indígena Kurâ Bakairi
,Aturua,Paihtiwara,Marimbú nesses dias de trabalho foram desenvolvidas,Oficinas,Palestras e Socializações de Trabalhos,tendo  como  premissa a construção do Projeto Político Pedagógico dessas Escolas que  tem em seus projetos suas especifidades como calendários e currículos escolares diferenciados que respeita suas culturas e rituais de cada povo indígena e principalmente  uma EDUCAÇÃO ESPECÍFICA E DIFERENCIADA  e de QUALIDADE  assegurada na Constituição Federal 1988, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Resoluções e Diretrizes Curriculares Nacionais Indígenas e RCNE Indígena.
 Com as Escolas foram desenvolvidos os seguintes temas:Movimentos Sociais e Concepções na Educação Escolar Indígena,Palestras; Projeto Político Pedagógico, Diretrizes Curriculares Nacionais Indígenas  para PPP art.14,e Socialização dos trabalhos dos GTs,Palestra Projeto Sala de Educador,Elaboração Projeto Sala de Educador, Palestra: Dzomori:Território e Memória para os A'UWE Marãiwatsédé.
Os Gestores e Professores voltaram  para suas aldeias   com uma das missões  mais importante que é fazer o PPP das Escolas Indígenas em mais uma das ações na Gestão Democrática e Participativa com Pais,Caciques, Lideranças e Alunos e Anciões da Aldeia.


quarta-feira, 17 de abril de 2013

O Brasil dos povos indígenas O Brasil é um país formado por uma rica diversidade étnica racial, contamos com a presença de vários povos: indígenas, africanos, asiáticos, europeus entre outros, estes contribuíram para a multiculturalidade brasileira, representada pelas línguas, ritmos musicais, custumes, artes, culinária, religiosidade, organização social, concepções do sagrado e do cosmológico. Nosso país é formado por povos milenares, que possuem uma diversidade sociocultural desconhecida, subestimada, desprezada e discriminada pelos descendentes de europeus que acreditam que cultura eurocêntrica ocidental é a melhor, esse entendimento errôneo está fundamentado no etnocentrismo. Do ponto de vista antropológico não existe cultura superior e cultura inferior, cada povo constrói na coletividade, seus símbolos, crenças, conhecimentos e modos de relacionar se com o mundo, com a morte, com o sagrado e de prover as suas necessidades. Nesse sentido, é impossível tornar os povos indígenas e a cultura dos mesmos “ invisíveis”, pois a diversidade cultural desse segmento social está presente no cotidiano brasileiro, matogrossense e primaverense, não tem como negar a identidade, os direitos sociais e as contribuições culturais e econômicas desses povos que convivem conosco, e nem tão pouco segregá-los. Cada povo indígena possui formas de organização cultural, social, política e de relação com o mundo e com o ambiente diferente do modelo de produção e consumo vigente na sociedade brasileira, a forma de manejar os recursos naturais, não altera os princípios de funcionamento da natureza e nem coloca em risco as condições de reprodução do meio ambiente. O modo de vida desses povos não segue a lógica do capitalismo eurocêntrico, da produção e do acumulo de bens e riquezas. Os povos indígenas ocupam 11% do território nacional, o que corresponde a 688 terras indígenas legalmente demarcadas pelo Estado brasileiro que tem como obrigação protegê-las, estas terras são ocupadas de forma permanente pelos povos de acordo com suas tradições culturais. Segundo IBGE a população indígena no Brasil triplicou nos últimos trinta anos, passando de 294.131 em 1991 para 817.936 em 2010. O IBGE credita esse crescimento ao processo de “etnogênese” ou “reetinização” “quando os povos indígenas reassumem e recriam suas tradições após terem sidos forçados a escondê-las e a negar suas identidades tribais como estratégias de sobrevivência”. Os povos indígenas estão presentes em 85,5% dos municípios brasileiros, 315.180 estão vivendo em áreas urbanas e 350.829 em áreas rurais, existem no país 305 etnias e 274 línguas distintas formadas a partir dos troncos lingüísticos: Tupi, Macro-Jé, Karib e Aruak, a partir desses troncos vêm às dezenas de famílias e dialetos ( Aweti, Kayabi, Xavante, Bakairi, Boróro, Kaingâng etc.) a riqueza cultural desses povos faz com que muitos deles sejam poliglotas, falam várias línguas. As regiões nas quais as etnias mais preservam suas línguas nativas são o Norte com 55,2% e o Centro Oeste com 57,1%. Dados do IBEG ainda apontam que 76,7% dos povos indígenas são alfabetizados na língua materna, tendo a língua portuguesa como segunda língua. Daí necessidade de respeitarmos e reafirmarmos as diferenças culturais, a diversidade socioambiental e rompermos com as visões estereotipadas sobre a questão indígena brasileira, conforme explica o antropólogo Paulo Issac que afirma existir no imaginário brasileiro três visões equivocadas sobre os povos indígenas: VISÃO GENÉRICA – simplista e ambígua. VISÃO PRECONCEITUOSA – difamatórias, depreciativas, pejorativas, fantasiosas, obliteradas e imprecisas. VISÃO ROMÂNTICA – ufanista, paradisíaca e sociedade perfeita. Não podemos continuar tratando esses povos com olhar eurocêntrico de colonizador, com se fossem estrangeiros em suas próprias terras, bem como não podemos negar o acesso aos bens culturais presentes na nossa sociedade. Mesmo que os povos indígenas se apropriem das ferramentas culturais, não deixarão de ser indígenas conforme o pensamento abaixo de um cacique. “Eu posso ser como você, sem deixar de ser como eu sou” 

 




O Brasil dos povos indígenas

O Brasil é um país formado por uma rica diversidade étnica racial, contamos com a presença de vários povos: indígenas, africanos, asiáticos, europeus entre outros, estes contribuíram para a multiculturalidade brasileira, representada pelas línguas, ritmos musicais, custumes, artes, culinária, religiosidade, organização social, concepções do sagrado  e do cosmológico.
          Nosso país é formado por povos milenares, que possuem uma diversidade sociocultural desconhecida, subestimada, desprezada e discriminada pelos descendentes de europeus que acreditam que cultura  eurocêntrica ocidental é a melhor, esse entendimento errôneo está  fundamentado no etnocentrismo. Do ponto de vista antropológico não existe cultura superior e cultura inferior, cada povo constrói na coletividade, seus símbolos, crenças, conhecimentos  e modos de relacionar  se com o mundo, com a morte,  com o sagrado  e de prover  as suas necessidades.
         Nesse sentido, é  impossível tornar os povos indígenas e a cultura dos mesmos “ invisíveis”, pois a diversidade cultural desse segmento social está presente no cotidiano brasileiro, matogrossense e primaverense, não tem como negar a identidade, os direitos sociais  e as contribuições culturais e econômicas desses povos que convivem conosco,  e  nem tão pouco segregá-los.
         Cada povo indígena possui  formas de organização cultural, social, política  e  de  relação com o mundo e com o ambiente diferente do modelo de produção e consumo vigente na sociedade brasileira, a forma de manejar os recursos naturais, não altera os princípios de funcionamento da natureza e nem coloca em risco as condições de reprodução do meio ambiente. O modo de vida desses povos não segue a lógica do capitalismo eurocêntrico, da produção e do acumulo de bens e riquezas.
         Os povos indígenas ocupam 11% do território nacional, o que corresponde a 688 terras indígenas legalmente demarcadas pelo Estado brasileiro que tem como obrigação protegê-las,  estas terras são ocupadas de forma permanente  pelos povos de acordo com suas tradições culturais.   Segundo IBGE a população indígena no Brasil triplicou nos últimos trinta anos, passando de 294.131 em 1991 para 817.936 em 2010. O IBGE credita esse crescimento ao processo de “etnogênese” ou “reetinização”  “quando os povos indígenas reassumem e recriam suas tradições após terem sidos forçados a escondê-las e a negar suas identidades tribais como estratégias de sobrevivência”.
          Os povos indígenas estão presentes em 85,5% dos municípios brasileiros,  315.180 estão vivendo em áreas urbanas e 350.829 em áreas rurais, existem no país  305 etnias e 274 línguas distintas formadas a partir dos troncos lingüísticos: Tupi, Macro-Jé, Karib e Aruak, a partir desses troncos   vêm às dezenas de famílias e dialetos ( Aweti, Kayabi,  Xavante,  Bakairi, Boróro,  Kaingâng etc.) a riqueza cultural desses povos  faz com que muitos deles sejam poliglotas, falam  várias línguas. As regiões  nas quais as etnias mais preservam suas línguas nativas são o Norte com 55,2% e o Centro Oeste com 57,1%. Dados do IBEG  ainda apontam que 76,7% dos povos indígenas são alfabetizados na língua materna, tendo a língua portuguesa como segunda língua.
         Daí necessidade de respeitarmos e reafirmarmos as diferenças culturais, a diversidade socioambiental e rompermos com as visões estereotipadas sobre a questão indígena brasileira,  conforme explica o antropólogo  Paulo Issac que afirma existir no imaginário brasileiro três visões equivocadas sobre os povos  indígenas: VISÃO GENÉRICA – simplista e ambígua. VISÃO PRECONCEITUOSA – difamatórias, depreciativas, pejorativas, fantasiosas, obliteradas e imprecisas. VISÃO ROMÂNTICA – ufanista, paradisíaca e sociedade perfeita.
         Não podemos continuar tratando esses povos com olhar eurocêntrico de colonizador, com se fossem estrangeiros em suas próprias terras,  bem como não podemos negar o acesso aos bens culturais presentes na nossa sociedade.         Mesmo que os povos indígenas se apropriem das ferramentas culturais, não deixarão de ser indígenas conforme o pensamento abaixo  de um cacique.

“Eu posso ser como você, sem deixar de ser como eu sou”


           
Formadores do Cefapro trabalhando com os professores indígena do Xingu


Ritual do Kuarup no Xingu

Rosa Maria Mayate – Etnia Bakairi- Professora Especialista em Educação Escolar Indígena.  Formadora da Educação Escolar Indígena- Cefapro/PVA
Serlene Ana De Carli _ Professora Mestre em Geografia - Formadora da Educação do Campo – Cefapro/PVA.

sexta-feira, 12 de abril de 2013