sábado, 27 de abril de 2013

ENCONTRO DE GESTORES PARA CONSTRUÇÃO DO PPP DAS ESCOLAS INDÍGENAS A' UWE UPTABI E KURÂ BAKAIRI

Nos dias 22/04 à 26/04/13, estiveram presente em Barra do Garças  vinte e três Escolas Estaduais Indígenas,cujo quatro dessas Escolas atendidas pelo Cefapro de Primavera  do Leste, Escola Estadual Indígena Kurâ Bakairi
,Aturua,Paihtiwara,Marimbú nesses dias de trabalho foram desenvolvidas,Oficinas,Palestras e Socializações de Trabalhos,tendo  como  premissa a construção do Projeto Político Pedagógico dessas Escolas que  tem em seus projetos suas especifidades como calendários e currículos escolares diferenciados que respeita suas culturas e rituais de cada povo indígena e principalmente  uma EDUCAÇÃO ESPECÍFICA E DIFERENCIADA  e de QUALIDADE  assegurada na Constituição Federal 1988, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Resoluções e Diretrizes Curriculares Nacionais Indígenas e RCNE Indígena.
 Com as Escolas foram desenvolvidos os seguintes temas:Movimentos Sociais e Concepções na Educação Escolar Indígena,Palestras; Projeto Político Pedagógico, Diretrizes Curriculares Nacionais Indígenas  para PPP art.14,e Socialização dos trabalhos dos GTs,Palestra Projeto Sala de Educador,Elaboração Projeto Sala de Educador, Palestra: Dzomori:Território e Memória para os A'UWE Marãiwatsédé.
Os Gestores e Professores voltaram  para suas aldeias   com uma das missões  mais importante que é fazer o PPP das Escolas Indígenas em mais uma das ações na Gestão Democrática e Participativa com Pais,Caciques, Lideranças e Alunos e Anciões da Aldeia.


quarta-feira, 17 de abril de 2013

O Brasil dos povos indígenas O Brasil é um país formado por uma rica diversidade étnica racial, contamos com a presença de vários povos: indígenas, africanos, asiáticos, europeus entre outros, estes contribuíram para a multiculturalidade brasileira, representada pelas línguas, ritmos musicais, custumes, artes, culinária, religiosidade, organização social, concepções do sagrado e do cosmológico. Nosso país é formado por povos milenares, que possuem uma diversidade sociocultural desconhecida, subestimada, desprezada e discriminada pelos descendentes de europeus que acreditam que cultura eurocêntrica ocidental é a melhor, esse entendimento errôneo está fundamentado no etnocentrismo. Do ponto de vista antropológico não existe cultura superior e cultura inferior, cada povo constrói na coletividade, seus símbolos, crenças, conhecimentos e modos de relacionar se com o mundo, com a morte, com o sagrado e de prover as suas necessidades. Nesse sentido, é impossível tornar os povos indígenas e a cultura dos mesmos “ invisíveis”, pois a diversidade cultural desse segmento social está presente no cotidiano brasileiro, matogrossense e primaverense, não tem como negar a identidade, os direitos sociais e as contribuições culturais e econômicas desses povos que convivem conosco, e nem tão pouco segregá-los. Cada povo indígena possui formas de organização cultural, social, política e de relação com o mundo e com o ambiente diferente do modelo de produção e consumo vigente na sociedade brasileira, a forma de manejar os recursos naturais, não altera os princípios de funcionamento da natureza e nem coloca em risco as condições de reprodução do meio ambiente. O modo de vida desses povos não segue a lógica do capitalismo eurocêntrico, da produção e do acumulo de bens e riquezas. Os povos indígenas ocupam 11% do território nacional, o que corresponde a 688 terras indígenas legalmente demarcadas pelo Estado brasileiro que tem como obrigação protegê-las, estas terras são ocupadas de forma permanente pelos povos de acordo com suas tradições culturais. Segundo IBGE a população indígena no Brasil triplicou nos últimos trinta anos, passando de 294.131 em 1991 para 817.936 em 2010. O IBGE credita esse crescimento ao processo de “etnogênese” ou “reetinização” “quando os povos indígenas reassumem e recriam suas tradições após terem sidos forçados a escondê-las e a negar suas identidades tribais como estratégias de sobrevivência”. Os povos indígenas estão presentes em 85,5% dos municípios brasileiros, 315.180 estão vivendo em áreas urbanas e 350.829 em áreas rurais, existem no país 305 etnias e 274 línguas distintas formadas a partir dos troncos lingüísticos: Tupi, Macro-Jé, Karib e Aruak, a partir desses troncos vêm às dezenas de famílias e dialetos ( Aweti, Kayabi, Xavante, Bakairi, Boróro, Kaingâng etc.) a riqueza cultural desses povos faz com que muitos deles sejam poliglotas, falam várias línguas. As regiões nas quais as etnias mais preservam suas línguas nativas são o Norte com 55,2% e o Centro Oeste com 57,1%. Dados do IBEG ainda apontam que 76,7% dos povos indígenas são alfabetizados na língua materna, tendo a língua portuguesa como segunda língua. Daí necessidade de respeitarmos e reafirmarmos as diferenças culturais, a diversidade socioambiental e rompermos com as visões estereotipadas sobre a questão indígena brasileira, conforme explica o antropólogo Paulo Issac que afirma existir no imaginário brasileiro três visões equivocadas sobre os povos indígenas: VISÃO GENÉRICA – simplista e ambígua. VISÃO PRECONCEITUOSA – difamatórias, depreciativas, pejorativas, fantasiosas, obliteradas e imprecisas. VISÃO ROMÂNTICA – ufanista, paradisíaca e sociedade perfeita. Não podemos continuar tratando esses povos com olhar eurocêntrico de colonizador, com se fossem estrangeiros em suas próprias terras, bem como não podemos negar o acesso aos bens culturais presentes na nossa sociedade. Mesmo que os povos indígenas se apropriem das ferramentas culturais, não deixarão de ser indígenas conforme o pensamento abaixo de um cacique. “Eu posso ser como você, sem deixar de ser como eu sou” 

 




O Brasil dos povos indígenas

O Brasil é um país formado por uma rica diversidade étnica racial, contamos com a presença de vários povos: indígenas, africanos, asiáticos, europeus entre outros, estes contribuíram para a multiculturalidade brasileira, representada pelas línguas, ritmos musicais, custumes, artes, culinária, religiosidade, organização social, concepções do sagrado  e do cosmológico.
          Nosso país é formado por povos milenares, que possuem uma diversidade sociocultural desconhecida, subestimada, desprezada e discriminada pelos descendentes de europeus que acreditam que cultura  eurocêntrica ocidental é a melhor, esse entendimento errôneo está  fundamentado no etnocentrismo. Do ponto de vista antropológico não existe cultura superior e cultura inferior, cada povo constrói na coletividade, seus símbolos, crenças, conhecimentos  e modos de relacionar  se com o mundo, com a morte,  com o sagrado  e de prover  as suas necessidades.
         Nesse sentido, é  impossível tornar os povos indígenas e a cultura dos mesmos “ invisíveis”, pois a diversidade cultural desse segmento social está presente no cotidiano brasileiro, matogrossense e primaverense, não tem como negar a identidade, os direitos sociais  e as contribuições culturais e econômicas desses povos que convivem conosco,  e  nem tão pouco segregá-los.
         Cada povo indígena possui  formas de organização cultural, social, política  e  de  relação com o mundo e com o ambiente diferente do modelo de produção e consumo vigente na sociedade brasileira, a forma de manejar os recursos naturais, não altera os princípios de funcionamento da natureza e nem coloca em risco as condições de reprodução do meio ambiente. O modo de vida desses povos não segue a lógica do capitalismo eurocêntrico, da produção e do acumulo de bens e riquezas.
         Os povos indígenas ocupam 11% do território nacional, o que corresponde a 688 terras indígenas legalmente demarcadas pelo Estado brasileiro que tem como obrigação protegê-las,  estas terras são ocupadas de forma permanente  pelos povos de acordo com suas tradições culturais.   Segundo IBGE a população indígena no Brasil triplicou nos últimos trinta anos, passando de 294.131 em 1991 para 817.936 em 2010. O IBGE credita esse crescimento ao processo de “etnogênese” ou “reetinização”  “quando os povos indígenas reassumem e recriam suas tradições após terem sidos forçados a escondê-las e a negar suas identidades tribais como estratégias de sobrevivência”.
          Os povos indígenas estão presentes em 85,5% dos municípios brasileiros,  315.180 estão vivendo em áreas urbanas e 350.829 em áreas rurais, existem no país  305 etnias e 274 línguas distintas formadas a partir dos troncos lingüísticos: Tupi, Macro-Jé, Karib e Aruak, a partir desses troncos   vêm às dezenas de famílias e dialetos ( Aweti, Kayabi,  Xavante,  Bakairi, Boróro,  Kaingâng etc.) a riqueza cultural desses povos  faz com que muitos deles sejam poliglotas, falam  várias línguas. As regiões  nas quais as etnias mais preservam suas línguas nativas são o Norte com 55,2% e o Centro Oeste com 57,1%. Dados do IBEG  ainda apontam que 76,7% dos povos indígenas são alfabetizados na língua materna, tendo a língua portuguesa como segunda língua.
         Daí necessidade de respeitarmos e reafirmarmos as diferenças culturais, a diversidade socioambiental e rompermos com as visões estereotipadas sobre a questão indígena brasileira,  conforme explica o antropólogo  Paulo Issac que afirma existir no imaginário brasileiro três visões equivocadas sobre os povos  indígenas: VISÃO GENÉRICA – simplista e ambígua. VISÃO PRECONCEITUOSA – difamatórias, depreciativas, pejorativas, fantasiosas, obliteradas e imprecisas. VISÃO ROMÂNTICA – ufanista, paradisíaca e sociedade perfeita.
         Não podemos continuar tratando esses povos com olhar eurocêntrico de colonizador, com se fossem estrangeiros em suas próprias terras,  bem como não podemos negar o acesso aos bens culturais presentes na nossa sociedade.         Mesmo que os povos indígenas se apropriem das ferramentas culturais, não deixarão de ser indígenas conforme o pensamento abaixo  de um cacique.

“Eu posso ser como você, sem deixar de ser como eu sou”


           
Formadores do Cefapro trabalhando com os professores indígena do Xingu


Ritual do Kuarup no Xingu

Rosa Maria Mayate – Etnia Bakairi- Professora Especialista em Educação Escolar Indígena.  Formadora da Educação Escolar Indígena- Cefapro/PVA
Serlene Ana De Carli _ Professora Mestre em Geografia - Formadora da Educação do Campo – Cefapro/PVA.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

sexta-feira, 22 de março de 2013

Aulas Profuncionário Primavera do Leste

A Aula Inicial do Profuncionário acontecerá neste sábado dia 23/03/2013, nas das dependências da UNIC-Primavera do Leste, a partir das 07:00h.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Definição de " Formação docente Reflexiva" de Zeichner, Schön e Dewey

Para Zeichner  A formação docente reflexiva, que realmente fomenta o desenvolvimento profissional, é aquela  apoiada e conectada   a lutas mais amplas por justiça social que contribui  para a diminuição das lacunas na qualidade da educação disponível para estudantes de diferentes perfis, em todos os países do mundo. Assim como no caso da reflexão docente, o desenvolvimento profissional e a transferência de poder para os professores não devem ser vistos como fins em si mesmos.  A formação deve permitir a  ligação da reflexão docente com as lutas por justiça social.

Para Schön O professor como "profissional reflexivo" é aquele que consegue refletir sobre a sua ação – reflexão-ação esse tipo de formação  pode, capacitar o profissional a criar um repertório de soluções, que seriam mobilizadas em situações semelhantes (mas não idênticas). A construção dessas soluções e a capacitação para lidar com as novas situações que não encontrarão resposta no repertório criado abrem espaço para novos e diversos temas de investigação.  A “reflexão na ação”, por sua vez, diz respeito às observações e às reflexões do profissional em relação ao modo como ele transita em sua prática; a descrição consciente dessas ações leva a um movimento gerador de mudanças, que conduz a "novas pistas para soluções de problemas de aprendizagem.
Para  Dewey  A  ação reflexiva  implica numa  consideração ativa e cuidadosa daquilo em que se acredita ou que se pratica, o  ensino  deve estar pautado na ação e não na instrução. Para Dewey  a ação reflexiva, é resultado de três atitudes:  abertura da mente, responsabilidade e dedicação. A  atitude responsável implica num comprometimento pessoal na busca de respostas e na reflexão sobre as consequências da educação na vida de uma pessoa nos âmbitos pessoal, acadêmico, político e social.